quinta-feira, 29 de março de 2012

DEUS É LUZ!!!




Meu rosto inchou por conta do decadron... estava tão bonitinho sequinho... também por conta do problema na tireóide, surgiu uma papeirinha. Semana que vem, vamos conferir o que é isso na tireóide, mas já passo pelo especialista amanhã. Em tomografia de tórax, feita em 13 de fevereiro último, os nódulos pulmonares aumentaram de tamanho, há linfonodomegalias paratraqueal inferior direita, peribrônquicas laterais e na janela aortopulmonar, medindo até 19mm. A novidade são as linfonodomegalias mediastinais e hilares e como achado adicional, nódulos tireoidianos hipoatenuantes...
Já o resultado da US de tireóide, feito em 16/02, acusa glândula de dimensões aumentadas, contornos globosos, lobulados e ecotextura difusamente heterogênea, em virtude da presença de imagens nodulares hipoecogênicas/heterogêneas, destacando-se.....
Impressão: Sinais ecográficos de tireopatia difusa multinodular.
Cistos septados e com focos ecogênicos bilaterais (colóides?)
Bom, vou tentar saber o que significam todos esses nomes lindos! Daqui na pouco parto para a Sampa encarar a batalha de frente!
DEUS É LUZ!!!!

terça-feira, 27 de março de 2012

ORAÇÃO DE RESIGNAÇÃO

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                                                          ORAÇÃO DE RESIGNAÇÃO

Hoje, logo de manhã vi muito sofrimento.  Vi alegria também, pessoas saudáveis, crianças alegres e saltitantes indo para a escola, porém eu estava num laboratório para fazer exames de sangue e meu coração ficou apertado.
É como quando vou ao hospital do câncer, onde os semblantes figuram o que vai âmago adentro; muitas vezes, o enfermo está de bom ânimo, mas os familiares desalentados e inconformados.
Peço a Deus que conforte todos os desesperançados, que alivie os sofrimentos dos enfermos de corpo e de alma, que a Sua Luz os envolva de paz, confiança e força para seguir a jornada, independente dos resultados. Não se pode explicar os desígnios divinos, mas pode-se ser dóceis a eles. Não se pode saber se Deus vai poder atender as nossas petições, mas podemos pedir e receber ou não, por isso, pedimos, certos de que apenas ELE sabe o que pode ser possível ou não. Temos certeza que todos os nossos pedidos são ouvidos!
Peço alívio, Senhor, não só para mim; peço saúde, não só para mim; peço que torne o nosso jugo menos pesado; que no momento mais severo, nossas almas já pairem livres como as dos primeiros cristãos estraçalhados pelas feras nas festas pagãs da antiguidade.
AMÉM

sexta-feira, 23 de março de 2012

Recordações da minha infância 2


Curau
Que euforia ficávamos, nós, as crianças, quando Tia Lide e Tia Dirce começavam a descascar as espigas de milho para fazer o curau. Vestindo seus alvos aventais, era tamanquinho para cá, tamanquinho para lá: toc...toc....toc... toc...
As duas sentavam-se num banquinho no quintal, ao lado as bacias: uma para as palhas e outra para as espigas. Eu e minha titia Ademilde, apenas três anos mais velha que eu, observávamos tudo atentamente, esperando o melhor momento: queríamos nos encharcar de curau e logo!
Mas aquele processo era demorado. Depois de devidamente lavadas, as espigas eram raladas , coadas e aí sim ia para a panela. Processo igualmente demorado. Mexe...mexe...mexe... cuidado, crianças, saiam de perto que podem se queimar, a fervura solta bolhas muito quentes.
Eu e titia não contínhamos nossa ansiedade e ficávamos pulando em volta, querendo experimentar, tentando burlar quando as titias saíam de perto. O aroma tomava toda a casa, embora a guloseima estivesse sendo feita no fogão de lenha do quintal, na rua podia se sentir o cheiro do quitute cozinhando.
As sobremesas, doces em calda, curau, pamonha, pudins, doces de abóbora com coco, de mamão verde, de batata doce, enfim, eram cozidos no fogão a lenha, bem como os salgados mais consistentes como o feijão, a feijoada, bife na chapa, assados, carne de caçarola...hummmm.  O fogão ficava em um lugar muito aconchegante no quintal, perto de um coarador onde nos sentávamos para tomar a deliciosa limonada da Tia Lide, no lanche da tarde, pão quentinho com manteiga, num grande bulício, pois, muitas vezes havia mais crianças brincando no quintal do vovô.
Havia também um velho pilão do qual eu me agradava demais. Tia Lide fazia paçoca de carne seca, socava temperos cheirosíssimos: sal, cebolinha, salsinha, pimenta do reino e outras ervas finas e aromáticas que serviam de tempero para quase todos os pratos salgados.
Meu querido vovô Pedro Rocha era o chefe daquela troupé. Sua esposa, minha “Dinha”, foi minha segunda mãezinha, assim como as tias Lide e Dirce. Dinha, a dona Cota, a Sra. Maria Arruda Rocha foi a segunda esposa de meu avô com a qual ele teve minha titia Ademilde. Minha mãe Lourdes e meu tio Tito, já falecido, são filhos da primeira esposa dele que morreu de parto deste último.
Minha Dinha e Dirce eram costureiras e Tia Lide lidava com os afazeres domésticos com muito préstimo e dedicação. Elas eram bem humoradas, Dirce gostava de contar “causos” e passagens bíblicas e Tia Lide fazia piadinhas, além da limonada deliciosa da tarde.
Nossa, quase que o curau queimou com as minhas digressões... finalmente o doce ficou pronto e devidamente acomodado em pequenas cuias...ah, poderiam ser maiores... e já íamos avançando nas nossas... Não, meninas, doce quente dá dor de barriga, tem que esperar esfriar. Somente depois do jantar.
Ahhhhhhhhhhhhhhh...............................................................................................................

DEDOS DIVINOS


DEDOS DIVINOS

Final de tarde de outono na fazenda
Instrospecta, meus pensamentos vagavam
No nada, no tudo, libertos, perdidos
Mas, oh, que cenário inusitado
Festa para os meus olhos virgens
Cores divinas se moviam nos céus
Compondo quadros luminosos
Extasiada, entrei em transe
Permiti-me envolver na aquarela
No  transcendente tema daqueles instantes
Minha mente quedou-se livre
Meu corpo volitava docemente
Todo o meu ser se afogava
Na presente visão onírica
Portal de um paraíso cujo pintor
Deve ser o mágico dos divinos dedos

Preta Fá



quinta-feira, 22 de março de 2012

OLHOS

OLHOS

Olhos semiabertos, apertados
Evitando a claridade da vida
Olhos desvendando  a magia
Dos encantos e desencantos

Olhos vertendo lágrimas de fome
De dor, miséria e sofrimento
Assustados com a desdita inesperada

Olhos piedosos que suplicam aos céus
Coragem, alívio, alento, esperança
Paz para o planeta maltratado

Olhos nas pontas dos dedos
Palpando a concretude das formas
Dedos que veem formas geométricas
Liso rugoso macio áspero duro mole

Olhos olhando outros olhos
Apaixonados, abençoados, límpidos
Lançando chispas de felicidade

Olhos observadores, aprendendo
Olhos desconfiados, baixos, suspeitos
Olhos de cobiça, de desejo, de ambição
Sorrateiros, mal intencionados, maus

Sinceros, confiantes,  conquistadores
Objetivos, direcionados, inteligentes
Esmaecidos, desesperados, enfermos

Olhos que cerram as comportas
Fecham-se para a eterenidade
Brilharam, choraram, riram, viram
Cumpriram

Preta Fá (Fabília)


quarta-feira, 21 de março de 2012

Mônica em Piracity

Além de todas as emoções, minha pequena chegou de Ouro Preto para assistir ao show do Chico Buarque em Sampa. Até havia me esquecido que ela viria, quando, de repente, tocou a campainha e papai disse "adivinhe quem é?".... a Moniquita, é claro, disse. E ela encheu a sala de graça e simpatia, logo se jogando na mamãe, me cheirando e me beijando. Meu útero regozija-se....

Vovó

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E é preciso dizer mais alguma coisa... estava sentindo cheirinho de bebê no ar! Sinto-me imensamente feliz, compartilhando a alegria de Juninho/Tiê e Neusa, é claro. René, Talita e Mônica ficaram tão eufóricos quanto eu ao saber que serão titios. As moças disseram: ficamos para titias! Não penso assim: para cada qual,  seu momento e agora é a vez do mais velho. Eu desejo o melhor para esta nova família que se constitui dando continuidade aos nossos costumes, a nossa maneira de ser, acumpliciando-se a outra família tão incomum como a nossa. 
Felicidade!!!!

terça-feira, 20 de março de 2012

"Eu e eu"

“Eu e eu”
Nossa, muito esquisito o momento pelo qual passo. Jamais imaginei que teria câncer um dia, mas também, quem imagina? Por falar que não, às vezes eu perguntava às cartas e saía “A LUA”, porém eu me importava pouco.
Na realidade, eu nunca tinha nem gripe. Não me lembro da última vez que a tive, mas deve ter sido em mil novecentos e bolinha. Minhas indisposições limitavam-se a uma raspadinha de garganta, que logo passava,  quando tomava ar frio. Quando criança ficava sempre constipada, depois de adulta, nem isso. Meu nariz comportou-se muito bem nos últimos anos.
Hoje, olho-me e é difícil acreditar... por outro lado, a enfermidade revelou minha grande força interior. Jamais desanimei, sem calcular resultados, enfrentei, em primeiro lugar, o pânico; acabei com ele, derrotei-o e não tinha outro jeito. Preparei-me para todos os exames invasivos e doloridos. Ah, é quimioterapia? Que venha! É radioterapia? Que venha? Mielograma? Exame de liquor? Videocolonoscopia? Hum? Pia...pia...piaaa.... Que venha!!!!
No início, foi mais leve, não tinha dor, meus cabelos foram preservados por quase um ano, já que Mitomicina C e 5-FU não os derrubam. Cisplatina sim, então quando passei a recebê-la, não que meus cabelos tenham despencado de vez, mas começaram a ficar como uma palha e caíam bastante. Assim, no final de 2010, passei a máquina 2 nos cabelos e adorei o resultado. Não chorei o fim dos meus cabelos! Além do mais, jamais me descuidei da minha aparência. Passei a usar chapéus, diferentes tipos de turbantes, bandanas, lenços. Porém, meus cabelos despencaram mesmo foi com as dez sessões de radioterapia que fiz em fevereiro. Nunca vi igual. Só que eles caíram nos pontos onde incidiram os raios, portanto sobraram alguns cabelinhos branquinhos ainda. Não tenho nada a reclamar, aliás estou preferindo sair de careca limpa do que usar os subterfúgios.
Mas, voltando à enfermidade, no frigir dos ovos, depois de muitos dias de internação em que pensei que meu bilhete iria ser chamado, cá estou eu lutando. Não há o que pensar...não há o que pensar... só há para respirar, viver, procurar alegria em cada momento, celebrar a vida a cada minuto, amar.... uma novidade essa nova forma de amar tão profunda que merece um outro texto.
Sou sempre muito ativa: leio os jornais, meus livros preferidos, faço palavras cruzadas, sudoku, assisto filmes com a Talita, arrumo-me e saio de casa, mas nem que seja para ir até à praça, interajo com amigos no face etc.
O que muda com a enfermidade? Ah...não dá para fugir do calibramento da lente distorcida pela qual enxergava o mundo. Observo tudo, reavalio tudo e constato meus equívocos, que já passaram, e eu não sou de chorar leite derramado. Foi como foi e não seria de outra forma. Então o “eu e eu” não é, de maneira nenhuma, pesado. Digo que meu útero é uma flor, porque dele saíram flores que são o maior encanto desta fase.
Assim vou, deixando fluir....

segunda-feira, 19 de março de 2012

KRAKATOA REAGGE

Pela primeira vez, assisti ontem um show do meu filho René, com a banda  Krakatoa Reagge. Como mãe babona, fiquei deslumbrada. A banda tem sete componentes, excelentes músicos, e vozes potentes de dois negros. Não parecia, de jeito nenhum, uma banda nacional. Eles, simplesmente, arrasam, em várias linguagens de reagge, têm suas próprias composições em inglês e português que fazem a adrenalina da plateia subir.Quase tive um surto cardíaco, quase caí, mas levantei-me para dançar, não aguentei. A família respondeu presente: Marcos com o Pedro, que vieram buscar eu e papai, Mermão e sua Elisabete, filho Juninho, Tiê e mãe Neusa, Olinda e Juliana, Marcinha e Bibi. As pessoas que já estavam no ambiente, ficaram até o fim fascinados pela performance da banda. Tenho certeza que esse é um jogo ganho.

sábado, 17 de março de 2012

Na estação de trem


Na estação de trem

Bem acomodada num banco num cantinho da gare dos trens que chegam e partem, aguardo tranquilamente o meu vagão. Já repassei minha vida, não há mais nada para lembrar, ou de que me arrepender, ou querer que o tempo volte. Plácida, vejo trem chegar, trem partir, trem chegar, trem partir,  porém meu bilhete ainda não foi chamado.
 Eu e eu. A partida é singular, as sensações são singulares, creio que para cada qual, únicas. Tudo já foi compartilhado, agora somente o silêncio fala. Haverá quem entenda? Talvez alguns pares da viagem, pois  noto que nem todos estão tranquilos. Talvez sejam os que viveram equivocados com a vida e lamentam deixá-la como se ela fosse o FIM , a VERDADE e o maior TESOURO que tiveram.
Meu coração pulsa, meu sangue viaja pelo meu corpo, meu cérebro está ativo, então não é justo apenas ficar esperando o meu bilhete ser chamado. Levanto-me, saio da estação e abraço a vida.

Preta Fá

Hoje, aqui e agora

Passou mais um dia calmo, sem intercorrência nenhuma. Sou eu, aqui e agora, sorvendo a vida com sofreguidão, sem um suspiro. Respiro felicidade gratuita; olho o mundo pulsante como se fosse a primeira vez, ou a última? Admiro cada paisagem concreta de vida através da vidraça de um carro.
O caudaloso "tão" Rio Piracicaba, paisagem bucólica a contrastar com a retilinearidade dos prédios, as vitrines das lojas na Rua do Rosário... pessoas com as mais variadas expressões, apressadas, felizes, preocupadas; mães conduzindo filhinhos à escola com as mais diferentes mochilas...
Paro para tomar um suco, observo o movimento dos cartórios ao entorno da igreja de São Benedito: comerciantes, comerciários, religiosos saindo da missa.
É a vida, da qual, hoje, sou observadora. Não julgo, apenas assisto o desfile pontual do cotidiano, indivíduos cumprindo seu papel... o meu é cuidar-me e não esmorecer, ser feliz como posso hoje, aqui e agora.

Fluidez

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Tenho momentos assim, em que me sento ao teclado e me solto, deixo fluir e a minha essência se manifesta. Não importa uma partitura, uma sequência, enfim, uma lógica. São frases musicais que acabam sendo coerentes por conta do meu estado de espírito.

quinta-feira, 15 de março de 2012

COTIDIANO

Hoje, quinta-feira, 15 de março de 2012, respiro com felicidade mais um dia de vida. É praticamente impossível saber o que está reservado para amanhã, porém, hoje eu estou bem. Acordei disposta, esfomeada, com  pernas mais fortes. Tudo isso é maravilhoso demais, tendo em vista que havia perdido a locomoção, não tinha fome e nem disposição. Minha voz também melhorou; faço três vezes/dia o exercício que as fonos do AC CAMARGO me passaram. São ótimos. Ainda me canso quando faço esforço, por exemplo, para subir para o meu quarto fico ofegante por alguns minutos. Hoje, pretendo ficar mais quietinha, descansar mais, porque tenho saído praticamente todos os dias, o sol aqui em Piracicaba é muito quente e, embora, eu me cubra bem, não é bom. Podem aparecer manchas no rosto. Não mereço. Aguardo um final de semana fantástico, com a banda do meu René, Krakatoa Reagge, tocando no SESC domingo à tarde e a presença da Talitinha. Produzi mais poesias que já postei aqui e também no www.recantodasletras.com.br/autores/pretafa.


CACHOEIRA


Cachoeira














Sol poente,  mata fechada
Tarde tórrida, abafada
Abundante  qued’água ilumina
O verdor da natureza
Nela se jogam com frenesi
Banham-se de pura luz
Dois corpos fundem-se
De repente, só a cortina d’água
De repente, diluem-se
 Água? Cores?  são o quê?
Importa? Penetram na pura essência
São água, são cores, luzes, arco-íris
Águas calmas; dois corpos flutuam
Dois pontos de luz e de paz

O CIRCO


O CIRCO

 “E o palhaço o que é?
É ladrão de mulher!”
 
O circo chegou! O circo chegou!
As crianças enlouquecidas se empurravam
Atropelavam-se pelas ruas para ver
Os palhaços com suas artimanhas
“Aquele ali está fazendo PUM!
Aquele ali está fazendo PUM!”
“Olha o dentão do tigre de bengala”
As feras desfilavam imponentes
Chimpanzés se exibiam em triciclos
Com um grande chicote
Um domador dominava um leão
Para delírio da gurizada
Trapezistas, equilibristas, mágicos
Contorcionistas
“Que linda a moça do cavalo!”
Elefantes indianos ricamente vestidos
Desfilavam com elegante leveza
Mas, ora vejam, em meio à alegria
Manequinho estava chorando
Uma girafa tomou a sua pipoca
Coitadinho do Manequinho...
Seu Pedro do algodão doce
Resolveu a choradeira
Pronto, agora só alegria mesmo!

“E o palhaço, o que é?
É ladrão de mulher!”

“E a girafa o que é?
Ela rouba pipoca!”

“E Seu Pedro o que é?
O açúcar da vida!”


terça-feira, 13 de março de 2012

Acordo feliz!!!!



Para ir ao teatro com Miriam


                                                                    Eu e Miriam Castro

                                                           Sempre acordo de bom humor
                                        Ainda resolvendo se usaria turbante ao não para sair
                                                         E nada de sol pós-radioterapia
                                                                    Modelito afro
                                                        A professora e seus discípulos
                                                     
                                                            Acautelando-me contra o sol


                                                          Tenho muitos questionamentos
                                                      Tantas pesquisas ainda desejo fazer!
                                                         Hoje me vesti de branco

domingo, 11 de março de 2012

BOIADA

BOIADA
Mmuuuu.....muuuu.....mmuuuu......
Delém....delém....delém......
Corra, que lá vem a boiada
Repare, o berrante está bem perto
E é um tal de arrancar os sapatos
Erguer as saias e sair correndo
Sem tempo, Maria subiu em uma árvore
E, lá de cima, se deleitou
Com os chifres pontudos dos animais
A poeira ardendo nos olhos
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E  os boizinhos seguindo sua trilha
Que bichos bonitos esses?
Pelos brilhantes, olhos límpidos e doces
Mas, pera aí? É esse bicho que a mãe cozinha?
Bife de caçarola? Rabada com polenta?
Vaca atolada? Cozido de boi?
Bife à milanesa? À parmegiana? À rolê?
Mocotó? Língua ao molho de vinho?
Tirinhas de fígado acebolado?
Rocambole de carne moída?
.....................................................................
Ai, isso é demais, tratam bem assim
Os bichos já condenados?
Que covardia!!!!
Bom, o leite eu aceito
Delicioso, espumoso e quentinho
Tirado logo de manhãzinha
Maria recorda todos os quitutes
Que havia comido com gula
E olhava os olhos límpidos dos animais
Via os tornozelos fortes
E o mocotó cheiroso na caçarola
O ventre volumoso... dobradinha
O cupim.... na churrasqueira
Começa a delirar, o sol arde
E Maria, seis anos de idade
Despenca de seu galho
Bem no meio da boiada!

Preta Fá

O PRIMEIRO BEIJO

O PRIMEIRO BEIJO
O primeiro beijo é como a flor
Respingada do orvalho da manhã
É a dança do colibri ao calor
Celebrando a natureza, nobre  artesã

O primeiro beijo faz desfalecer
A púbere sonhadora apaixonada
Trêmula, outros lábios receber
Língua doce úmida morna e cálida

O tempo inexorável e pérfido
Até  sutis sensações transforma
Pois do primeiro beijo emocionado

Do que era quimera, nada resta
É somente um sôfrego rápido encontro
 De bocas e línguas,  tresloucada festa




Reflexões sobre o primeiro beijo

Meu poema soa “démodé”. Estamos em outra era em que as pessoas saem beijando nas baladas, sem compromissos, sem desdobramentos eróticos, e até disputam quantas bocas beijaram, sem saber nem o nome das pessoas.
Que pena que seja assim! Estamos perdendo as sensações mais sutis que um ser humano pode sentir. Coração aos saltos, suave tremor, perna bamba, cabeça na lua...
É a banalização do beijo, não há mais sentido em “primeiro beijo”. Antigamente, significava que as pessoas estavam em vias de “amar”.
Beijo de amor? Acredito sim que existam muitas pessoas venturosas que amam e desejam o “outro”, vicenciando uma história de amor que pode resultar em uma união estável. Então, sim, pode acontecer aquele beijo impactante de tremer as bases.
Os filmes ilustram os grandes beijos de amor como o de “O vento levou”;  Romeu e Julieta, de Copolla etc., porém o que mais vemos são beijos mirabolantes, parte do jogo que termina no leito. Nada contra, mas pode ser que os nossos jovens não tenham outra referência , ou que, nem imaginem a essência de um primeiro beijo.
 Que pena!

sábado, 10 de março de 2012

Cuidados pós-radioterapia

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                                               A radioterapia exige cuidados especiais com a pele.

Teatro com Miriam Castro

Ontem à noite fui ao teatro do SESI com a Miriam Castro que teve a gentileza de vir buscar-me em casa. Assistimos "Sabor a Freud: uma comédia músical" de excelente qualidade. A protagonista Angela Dip é uma personagem que tem dupla personalidade e procura um psicanalista, Juan Alba, para se tratar. Ela simplesmente, deixa a plateia de queixos caídos quando se transforma em Dolores Duran cantando e dançando boleros, além das falas bem engraçadas que fazia o público se torcer de tanto rir. Adorei! Obrigada, Miriam por ter me proporcionado esses momentos. Ah, e depois ainda comemos pizza, tomei um grande suco de laranja que ficaram quietinhos no meu estômago. MARAVILHA!!!!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Homenagem da FSLF

Mais uma vez, a Faculdade São Luís de França me surpreende, criando um Concurso Literário que leva o meu nome. Confira o Edital na íntegra em:


"A Faculdade São Luís de França – FSLF faz divulgar edital do I Concurso Literário da FSLF. Nesta edição, que tem como homenageada a professora e poetisa Fabília Aparecida Rocha de Carvalho, concorrerão, exclusivamente,trabalhos na categoria poesia. O concurso terá abrangência interna, sendo destinado a estudantes e egressos dos cursos de Letras, Administração e Pedagogia. O evento é uma promoção de caráter cultural que visa à descoberta de talentos literários, tendo como objetivo valorizar a criatividade e a expressão artística do corpo estudantil da faculdade. Confira já o edital!!!"     http://www.fslf.com.br/images/stories/PDF/edital_literario.pdf

Estou bem!

Quase duas semanas de alta, e estou bem! Apetite bom, sem afogamentos, caminhando relativamente bem, dormindo bem e até disposta. O quadro ainda é o seguinte: metástases nos dois pulmões com nódulos periféricos, metástase na cabeça (fiz 10 sessões de radioterapia) que estava me impedindo de caminhar,e, uma novidade, nódulos na tireóide; cansada de hospital, só vou ao AC CAMARGO no final do mês, passar pelo onco e pelo médico da tireóide. Acredito que o onco irá marcar, então, o exame de imagem para verificar se o nódulo no cérebro diminuiu. As sessões de radio derrubaram parcialmente os fiozinhos de cabelo que eu ainda tinha, mas isso não me deixa nem um pouco angustiada ou sentindo-me feia. A força que eu sinto é "herculea"... só pode vir de Deus! Obrigada, PAI!

sábado, 3 de março de 2012

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Carequice 2










Carequice









 Mulher de fases! Etapas da minha vida. Fabília Davis na USP; Fabília da Nigéria; Na sala de aula; gaiatando aos 5.5; usando megahair; com o chanelzinho, já enferma e carequilda.